sábado, 27 de setembro de 2014

Deivid e a condenação Alviverde - considerações.

Voltando a escrever no blog depois de um bom tempo, deparo-me com o assunto Deivid. Para quem não lembra, escrevi lá em Fevereiro sobre a ação movida pelo jogador contra o Coritiba, detalhando inclusive tudo o que estava sendo requerido no processo. Caso queiram recordar, leia aqui.

Agora para evitar mais especulações sobre o assunto, vamos dissecar os principais pontos da decisão proferida esta semana, e tentar deixar da forma mais clara possível o tamanho do problema no qual o Verdão está enrolado.

Para começar, vale informar que o nome do juiz responsável pelo julgamento foi o MM Juiz Jeronimo Borges Pundeck, da 1a Vara do Trabalho de Curitiba. O número do processo é RTOrd 5835-2014-001-09-00-7. A ata de audiência foi lavrada no dia 25/09/2014.

Alegações da defesa Coritibana - rejeições pelo juiz

Destarte, a decisão do juiz rejeita a alegação do Coritiba de que a discussão relativa a direitos de imagem não cabe à justiça do trabalho, mas sim à justiça civil, uma vez que o contrato negociado foi assinado entre duas empresas. O juiz não aceitou a alegação da defesa Alviverde, e considerou que todos os valores tratam-se de verba salarial.

Ainda nesta linha, a defesa Coritibana tentou deslegitimar que Deivid era polo passivo (parte integrante) do processo, justamente tentando sustentar a tese de que o contrato de direito de imagem era uma relação entre duas empresas. Evidente que pela primeira rejeição do juiz, esta alegação também foi rejeitada. Mais um ponto contra o Coritiba.

Alegações do jogador - provimentos e rejeições do juiz

Direitos de imagem

Agora falando dos pedidos de Deivid na ação, vamos começar pela questão de direito de imagem. Quem lê a decisão, observa que os valores requeridos referem-se efetivamente ao contrato assinado entre o Coritiba e a D9 Marketing Esportivo (empresa da qual Deivid e seu empresário são sócios), e estão de acordo com o pedido inicial.

Neste momento, o juiz se esforça em explicar tanto as premissas do contrato inicial entre as partes, assim como o aditivo no qual o Coritiba renegociou parcelas em atraso com a D9, evidenciando tudo o que foi acordado naquele momento.

O que o Coritiba NÃO provou foi que o valores pagos no contrato tratado entre com a D9 eram de natureza civil, e assim o juiz que acabou concordando de que se tratavam de verbas salariais.

Ainda, reforça o juiz que o clube pouco utilizou da imagem do jogador em eventos ou promoções (o jogador participou de 5 eventos em 18 meses de contrato), sendo que por outro lado Deivid jogava em média pelo menos duas partidas por semana pelo clube.

Ora, nestas proporções, como poderia o juiz concordar que 2/3 dos rendimentos pagos através deste contrato de direitos de imagem não se tratavam de fato de verba salarial?

Pior, como o Coritiba não previu que isso poderia gerar uma contingência destas proporções no futuro?

Obviamente que todas estas evidências, o juiz proveu o pedido da defesa do jogador, sem estipular no entanto um valor específico sobre esse pedido.

Prêmio Paranaense 2013

No próximo tópico da decisão, o juiz discorreu sobre o pedido do jogador de uma premiação de R$ 50 mil referente ao título do Paranaense de 2013.

Sobre essa alegação, a defesa Alviverde sequer contestou o pedido do jogador, onde assumiu a dívida sobre a premiação, e desta forma, não houve como o juiz não prover o pedido de Deivid.

Vale salientar por ser considerada verba salarial, todas as obrigações trabalhistas deverão ser cumpridas sobre esta premiação.

FGTS - diferenças 

Aqui, Deivid reclama o depósito de FGTS (8%) sobre os salários de 12/2013 e 01/2014 e décimo terceiro salário de 2013.

Sobre essas reclamações, o Coritiba também se mostrou incapaz de comprovar que não devia os valores alegados, e nem mesmo entre o período da audiência de conciliação em 02/2014 até a sentença em 09/2014 o clube se dispôs a regularizar as pendências.

Desta forma, não houve outra condição ao juiz senão de prover o pedido do jogador.

Rescisão indireta

Com relação a esta situação, após expostas todas as explicações relativas a este pedido do jogador, o juiz determinou a rescisão do contrato de trabalho entre as partes na data de 26/02/2014.

Se formos entrar em todos os méritos que explicam esta decisão, a postagem ficará enorme. No entanto, aponto apenas uma das alegações Coritibana não aceita pelo juiz, que demonstra até um certo desespero da defesa com o objetivo de invalidar o pedido do atleta:


Como resultado, fica o Coritiba obrigado ao pagamento todas as verbas indenizatórias até o momento da rescisão contratual, multa sobre o período entre a data da rescisão indireta e a data final firmada entre clube e atleta (02/14 à 04/2015), além de prazo de 10 dias para o cumprimento de obrigações pelo clube para a liberação do FGTS em favor do atleta, sob pena de multa diária.

Danos morais - não provido

No pedido impetrado pelo jogador, há o pedido de R$ 600 mil a título de danos morais.

Sobre esta valor o juiz não deu provimento, uma vez que entendeu que os direitos a que o jogador fazia direito já estavam sendo considerados dentro das demais verbas salariais já deferidas anteriormente.

Apresentação de documentos dos contratos de transmissão

Foi solicitado pela defesa do jogador a apresentação não só pelo clube, mas pelas demais partes envolvidas (Rede Globo, Federação Paranaense de Futebol e outros), a apresentação dos contratos de transmissão dos jogos disputados pelo Coritiba.

Sem perder muito tempo explicando esse ponto, o juiz não aceitou o pedido da defesa do atleta, uma vez  que não havia qualquer prova apresentada que demonstrasse a necessidade da apresentação desses contratos.

Demais tópicos

Existem outros tópicos, como relativos à correção e do juros de mora sobre a ação, além da questão da contribuição previdenciária e imposto de renda sobre os valores apurados e justiça gratuita em face das provas apresentadas pelo jogador. Mas estas considerações não merecem grandes considerações.

Condenação

Como condenação o juiz estipulou arbitrariamente o valor de R$ 4 milhões, além de R$ 80 mil a título de custas advocatícias a serem pegas pelo réu (Coritiba).

Opinião

A partir do exposto, podemos concluir que os moldes do contrato firmado entre Coritiba e Deivid foram extremamente lesivos ao clube, sobretudo pelo fato do clube não ter condições de cumpri-los na íntegra.

Pior ainda foi a renegociação de parte da dívida, o qual igualmente não foi cumprido, aumentando ainda mais a culpabilidade do Coritiba em relação ao caso.

Para não restar dúvida, este processo ainda terá mais instâncias, não cabendo a decisão proferida como definitiva. Como já citei, valor da ação é arbitrado pelo juiz, sendo que este só será conhecido provavelmente na fase de execução, quando passará por cálculo de profissional qualificado para quantificar com exatidão o valor a ser pago, o qual igualmente poderá ser questionado pelo clube.

Os especialistas da área trabalhista que tive contato indicam que este valor deve aumentar, mas não é o momento sugerir valores, pois isto é mera especulação, e não cabe a ninguém este desserviço com a torcida coxa-branca.

Em suma, que o negócio foi horroroso para o clube, disso ninguém tem dúvida, e independente do valor final da ação, irá sangrar as finanças do clube por um bom tempo.

SAV

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Situação incômoda.

De uma coisa não duvido: toda a frase que contenha a expressão "situação incômoda" esconde algo de proporção bem maior do que as palavras querem passar. Esse foi exatamente o termo utilizado pelo presidente Vilson Andrade ao repórter Irapitan Costa em entrevista ontem para explicar o atual momento Coxa.

O termo incômodo equiparo a um desconforto, algo pontual, ou ainda de breve duração, coisa que qualquer Aspirina ou um AAS Infantil resolve. Certamente que a condição presente do Verdão não é um incômodo, já vem perdurando por algumas temporadas em sequência.

Desde a saída de Marcelo Oliveira como técnico e de Pedroso do departamento de futebol, foi um entra e sai de técnico, uma infinidade de contratações equivocadas, jogadores que não acrescentaram absolutamente nada ao grupo de trabalho do Verdão, e por esses motivos não consigo comparar nossa realidade atual a um simples incômodo

Não, senhor Presidente, não estamos passando por um incômodo

O Coxa traz por problemas sérios já faz algum tempo. A qualidade do jogo apresentado pela equipe é inversamente proporcional ao subir das paredes no Setor Pró-Tork. 

Do final de 2011 para cá, o declínio do time é abissal, e ainda que conte com um maestro no meio, não se vê condições em brigar por coisas maiores do que a fuga do rebaixamento ou o regional. 

Definitivamente não estamos falando de uma situação incômoda, estamos falando de algo endêmico, arraigado intramuros no Alto da Glória e no CT da Graciosa, que vai desde a gestão do futebol, passa pelo departamento médico como um todo e acaba nas categorias de base, que revela jogadores que o time principal nega-se a aproveitar.

Deixar de apoiar o clube nós como torcedores jamais deixaremos de fazer. Mas relativizar o atual momento como se fosse algo efêmero, isso não podemos aceitar. 

Esperamos que a "situação incômoda" seja tratada não como um desconforto, mas como algo grave, que precisa ser curado urgentemente com medidas fortes. Ainda há tempo de salvar o ano, mas se continuarmos o tratamento na base do  AAS Infantil, o jeito vai ser o torcedor reforçar seu estoque de Aspirinas até dezembro, pois a dor de cabeça será enorme.

SAV

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os números e a realidade.

Após mais um desastre no Brasileirão, o Coxa amarga a 19ª posição na classificação, com os mesmos 7 pontos (21,2% de aproveitamento) do lanterna Flamengo, sendo que nas últimas 5 partidas foram 4 derrotas. Essa campanha vai tornando o Verdão aos poucos um sério candidato ao rebaixamento.

No entanto, algo interessante são os números estatísticos das últimas duas partidas, que mostram o Coxa com maior posse de bola, maiores chances de gol, maiores números de escanteios e impedimentos, o que comprova até uma certa capacidade de criação da equipe. Mas sabe do que adianta esses números positivos se não são convertidos em gols? NADA.

O ataque do nosso time vem mostrando que é um arremedo por completo, pois não contribui em nada para melhorar o atual cenário. Some-se a isso a total incapacidade de se evitar a tomada pelo menos um gol por partida, sobretudo em escanteios e bolas aéreas, e voilá! Campanha digna para as piadas prontas dos adversários.

E não adianta ficar procurando pretextos e frases clichês para deixar o torcedor Coxa esperançoso de uma virada histórica, pois esse time desde o início de 2014 não vem mostrando forças para tal feito. 

E quer mais? A situação que já é no mínimo constrangedora para nós fica ainda pior quando vemos que nos últimos 10 campeonatos, das equipes que chegaram na 11ª rodada como lanternas, apenas em 3 oportunidades essas não foram rebaixadas, e somente em uma única oportunidade houve uma arrancada para uma campanha satisfatória. 

Em resumo, na toada em que nos encontramos, ou essa equipe começa a virar a página agora, ou muito sofrimento até o final, e isso sendo bastante otimista. 

E não pensem que isso é uma profecia do Apocalipse a qual deseja o pior para o nosso clube como punição para figura "a" ou "b", muito pelo contrário, gostaria de estar vendo essa equipe disputando posições na parte de cima da tabela. Mas infelizmente o Verdão novamente acostumou-se a viver flertando a zona de rebaixamento. E de tanto flertar, uma hora a casa cai.

Imaginar uma arrancada sensacional? Pouco provável. Mudança de atitude da diretoria? Menos ainda. Chance para os atletas da base? Nem cogito. São "N" situações que deveriam estar sendo tratadas há tempos pela diretoria do clube, justamente para que essas hipóteses sequer fossem aventadas. 

Triste para nós, torcedores, pois os irresponsáveis sumirão com o passar dos anos, e será nossa tarefa ficar para consertar os mal feitos deixados nas estruturas de nosso clube. 

SAV

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Casa mal assombrada.

Não faz muito tempo, o Couto Pereira era um lugar de temor dos adversários. 

Times como os do Rio de Janeiro, em especial o Flamengo, vinham para cá pensando em perder de pouco, o que geralmente não acontecia.

Pois bem, parece que os tempos mudaram. O que era território dominado, apesar do apoio da torcida tornou-se terra hostil

O Coritiba de 2013, e em especial de 2014, simplesmente não consegue fazer valer o mando de campo. É só lembrarmos de 2011, quando chegamos na última rodada do Brasileirão como candidato para a vaga da Libertadores com um aproveitamento espetacular em nossos domínios. Quanta diferença.

O que aconteceu com o Verdão no Couto Pereira? Não reconhece mais o estádio? A torcida não faz mais sua parte? Afinal de contas, alguém explica?

Muito se falou nos últimos dias sobre as novas dimensões do gramado. Ora, com as dimensões antigas não conseguimos sequer chegar na final do Paranaense! Não justifica esse argumento.

Outra muleta agora são as novas torres de iluminação da Mauá. Mas como pode a luz prejudicar o time da casa e o visitante não? Não justifica depreciar o patrimônio de forma autofagista para explicar o fracasso dentro de campo. Definitivamente não é assim que a coisa funciona.

Nossa casa é nossa fortaleza! 

Já presenciamos outras quedas do Verdão no Brasileirão, mas de forma tão vertiginosa faz tempo que não acontecia. Um time, que está em antepenúltimo na classificação porque seu arquirrival venceu o lanterna e contou ainda com a ajuda do líder do certame que venceu um concorrente direto ao descenso, não pode resumir seus problemas a fatores hipotéticos. Somos décimo oitavo por critérios de desempate, apenas isso. 

Reitero o que escrevi ontem, não vou emitir opinião sobre um jogo que não assisti, no caso o da última quarta. No entanto, é mais do que evidente que nosso problema não se resume a uma partida, mas a pelo menos 2 temporadas de seguidos insucessos. 

Mudanças? Cada um tem sua opinião quanto ao que precisa ser mudado, mas apenas um tem a caneta para fazê-las. E aí, como vai ser?

Reage Coxa! 

SAV

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Novo campeonato, velha rotina.

Muitos tratavam o Brasileirão após a parada da Copa do Mundo como um novo campeonato. Pois bem, para alguns realmente a parada significou vida nova, mas para outros representou apenas a interrupção de um filme já em curso.

Infelizmente o Coxa está no segundo grupo.

Ontem por motivos profissionais não pude assistir o jogo. Se não fosse por isso, estaria passado raiva igualzinho a toda a torcida presente no Couto Pereira.

Mas eu não irei tecer comentários mais incisivos de algo que não vi. Não vou criticar nenhum jogador, nem o técnico, muito menos o juiz. Vou somente colocar a classificação, e ela resume exatamente o que somos neste Brasileirão:

Acho que essa tabela acima é autoexplicativa. Um time da tradição do Coxa com uma campanha indigna de sua história, somente isso posso escrever.

Fico pensando na frase de Robinho a qual escrevi no postagem passada, quando o meia dizia que o Coxa precisava se espelhar nas equipes da Copa do Mundo para buscar a reação no Brasileirão. Pelo resultado de ontem e a classificação acima, parece que os jogos que mais assistiram foram de Camarões.

Triste sina Coxa, sinto saudades da Copa do Mundo.

SAV

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O futebol a ser copiado.

Dias atrás nosso meia Robinho - de contrato renovado - falou que o Coritiba deve se inspirar nas seleções da Copa do Mundo para melhorar o jogo da equipe.  

Não se engane Robinho, pois se existe algum futebol que inspira a ser copiado do Mundial, esse é o alemão. Ponto.

Depois da catástrofe de ontem, surrar ainda mais a seleção brasileira (com letra minúscula mesmo) e suas mazelas seria como continuar batendo em um cachorro o qual já está apodrecendo morto. Desde o fim do jogo contra a Alemanha, a imprensa tem se encarregado em fazer esse trabalho, a qual aliás é especialista nisso.

Vamos pegar um viés um pouco diferente? Vamos enaltecer as qualidades alemãs que levaram ao resultado final de ontem? Então vamos lá. 

Inicialmente, o que se percebeu foi que o time de Löw não precisou fazer muito esforço para chegar aos cinco gols em 28 minutos. Fizeram o básico: suportaram a pressão inicial do escrete canarinho, e a partir disso avançaram a marcação sobre a defesa brasileira. Pronto, os erros individuais apareceram e os gols foram saindo. Parece simples? Não, não é, mas os alemães tornaram essa situação factível a ponto de darem essa impressão.

A partir dos 28 iniciais, o que tivemos foi um cortejo lento e doloroso para nós, enquanto "apreciávamos" a eficiência e a eficácia alemã sobrepondo a desorganização estrutural, moral e mental brasileira. É isso.

E o que o Verdão tem para aprender e se inspirar em tudo isso? Muita coisa. 

Podemos começar com o padrão tático bem definido e a organização da seleção alemã, pois se Felipão e seus conceitos ultrapassados tentava de todas as formas ludibriar a imprensa e o adversário, o outro lado manteve sua postura obediente, eficiente e bem definida. 

Outro ponto é aprender a jogar em cima do desespero do adversário, sobretudo fora de casa. Todos sabiam da pressão sobre a seleção canarinha, e a Alemanha foi perfeita em aproveitar-se de todos os erros brasileiros. Já passou da hora do Verdão aprender a jogar fora de casa, e se tem algum bom exemplo para ser observado, o jogo de ontem é emblemático.

Por último e não menos importante: a montagem de um grupo equilibrado e coeso, com titulares e principalmente RESERVAS! O grande exemplo é Schürrle, reserva alemão ontem que entrou no segundo tempo e guardou dois gols. E ainda que naquela altura do jogo já não havia muito mais resistência da seleção brasileira, o atacante mostrou qualidade, principalmente na finalização do segundo gol.  

Existem inúmeros outros aspectos que convergiram no desastre da nossa seleção ontem, mas citei apenas 3 pontos para não me alongar mais. Nem preciso, convenhamos.

Se é para se inspirar em alguma coisa da Copa, Robinho, inspire-se com os alemães. Podem até não ser campeões, mas provavelmente será muito mais fruto do acaso do esporte do que de outras circunstâncias, somente isso.

Aproveite, Robinho. A última aula é domingo.

SAV

terça-feira, 3 de junho de 2014

Habemus spero!

Nós temos esperança.

Após uma jornada de oito rodadas sem conhecer o sabor da vitória, finalmente o Verdão conseguiu fazer valer o fator “casa”, e suplantou um emblemático 3 x 0 sobre o Goiás, sábado na Vila Capanema.

Em uma partida resolvida em 15 minutos, Alex e Keirrison fizeram a diferença, mostrando inteligência e bom posicionamento, além da qualidade peculiar a cada um na hora de finalizar.

Com essa vitória, o Coxa sai da lanterna, mas não da Z4, ficando ao final dessa rodada em 17º lugar. Pouco para o que desse grupo se espera, alentador se comparado com o que poderia acontecido em caso de derrota. Provavelmente seríamos lanternas caso isso acontecesse.

Mas e aí, está tudo certo? Todas as posições com os atletas de qualidade, plantel com a quantidade ideal de jogadores e equilibrado? Obviamente que não.

A parada da Copa do Mundo se bem aproveitada pode significar uma arrancada para o Verdão alcançar uma posição mais digna da sua tradição, e não ter maiores problemas para o restante do campeonato. Mas para isso, é preciso qualificar, trabalhar, e equilibrar o atual elenco, porque do lado de fora a torcida tem feito sua parte.

Serão duas semanas de folga, e após isso, muito trabalho. Porém, acredito que mesmo durante esse período de recesso, departamento de futebol e comissão técnica estarão buscando reforços, analisando o trabalho feito até agora, e não se acomodarão para só daqui a duas semanas as análises comecem a acontecer. O momento de mudança é agora, é já, não dá para esperar.

O Coritiba precisa voltar a disputar competições para ganhá-las ou no mínimo disputar as primeiras posições, e não se acomodar na mediocridade de se manter nelas. 

Habemus spero, mas o clube precisa evoluir, dentro e fora de campo.

SAV
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